Maria Verônica13/01/2026

Dei no cravo e dei na rosa,
também dei no alecrim;
fez um barulho tão grande,
dei na dona do jardim.
Saudade de quem eu amo,
que me fez ficar assim;
quem já sofreu por amor
tem que dar razão pra mim.

Nasci na segunda-feira,
terça eu fui batizada;
quarta-feira tive amor,
quinta eu fui desprezada.
Sexta eu jurei vingança,
sábado eu tinha vingado;
domingo cedo eu fui presa,
de tarde eu fui perdoada.

Nasci pra ser amorosa,
amorosa de verdade;
quem eu amo não me ama,
não me traz felicidade.
Desprezo, quando não mata,
faz a gente padecer;
quanto mais tu me desprezas,
mais valor dou pra você.

Dei no cravo e dei na rosa,
também dei no alecrim;
fez um barulho tão grande,
dei na dona do jardim.
Saudade de quem eu amo
Que mim fez ficar assim
Quem já sofreu por amor
tem que dar razão pra mim.

Obs.: Poesia escrita por mim, Maria Verônica, quando eu participava de um Curso de Formação, na cidade de Florestal–MG, entre os 18 e 19 anos, preparando-me para ser professora.

a

Maria Verônica08/01/2026

Obrigada, Deus, por mais um ano,
foi com luta, mas venci.
Rever os parentes e amigos
que ainda vivem aqui.
Pra eles, feliz Ano Novo,
e pra todos que conheci;
os que leram minhas poesias,
esses eu nunca esqueci.

O Ano Novo já começou,
demorei para agradecer,
esperando você descansar
e ter um tempinho pra ler.
Pois todo mundo anda ocupado,
muita coisa pra fazer;
é um tal de come, come,
e muitos gostam de beber.

Dos antigos carnavais
uma frase vou usar,
pois eu gosto muito dela,
mesmo que vão me criticar.
Que estou tirando de outros
pra poesia eu rimar;
é que na virada a gente cantava:
“deixem as águas rolar”.

Se tivemos dificuldades,
Deus deu força pra vencer;
é mais um ano de vida
que ganhamos pra viver.
Os que fazem violência
um dia vão se converter;
um Ano Novo de paz,
se Deus quiser, vamos ter.

Que as crianças e os idosos
também possam cantar.
Quem não precisa de reza,
alguém pode me falar?
Que Jesus traga a vacina
para as doenças tristes acabar.
Eu quero sempre dizer:
deixem as águas rolar.

a

Maria Verônica28/12/2025

Vivendo minha velhice,
são muitos anos de idade.
Não quero só recordar,
nem também sentir saudade;
quero apenas refletir
se fiz alguma caridade,
se participei da Santa Missa
no tempo da mocidade,
se comungava fielmente
ou só quando tinha vontade.

Será que ajudei alguém
quando de mim precisava?
Reparti do que eu tinha
e não só do que sobrava?
Se alguém me maltratou,
será que eu perdoava?
Dei esmola em segredo
ou primeiro eu anunciava?
Aproveitei muito a vida,
mas fazer o bem eu pensava?

Na velhice estou notando:
de bom, não fiz quase nada.
E ainda sou teimosa,
sei que faço coisa errada.
Gosto de andar sozinha
na rua sempre lotada;
vai um carro, outro vem,
e eu devagar, quase parada.
Pra sair, ando sozinha;
em casa, sou vigiada.

Posso ser atropelada,
muitos chamam minha atenção;
finjo que não ouvi,
sigo firme na direção.
Sei que muitos motoristas
não conhecem educação.
Cada idoso tem seu jeito,
acha que só ele tem razão.
Mas vou deixar de ser teimosa
e praticar a boa ação.

a

Maria Verônica18/12/2025

Amigas e amigos, estou escrevendo
e vou falar a verdade:
hoje acordei bem cedinho
e até chorei de saudade,
recordando nosso Natal
nos tempos de criança e mocidade.
Reunidos, nós cantávamos
com toda sinceridade.

Nosso tempo de criança,
que tempinho mais legal!
A gente cantava muito
e a nossa voz quase igual.
Vinte e quatro de dezembro,
meia-noite deu sinal;
lá no céu cantaram dois anjos:
hoje é noite de Natal.

Estou fazendo uns resumos,
quem quiser pode ver;
para contar toda a história,
gasto um ano pra escrever.
Vou passar tudo a limpo
pra ficar melhor de entender:
abraços e Feliz Natal,
mesmo de longe, vou dizer.

Quando somos crianças,
pensamos tudo diferente:
que vamos sempre morar perto
dos amigos e de todo parente.
Quando o tempo vai passando,
muitos se afastam da gente;
o mais importante é saber
que o Deus Menino está presente.

a

Maria Verônica13/12/2025

Já faz muito tempo essa união,
eu e ela sempre assim.
Às vezes penso que gosto dela
e que ela gosta de mim,
mas vivemos sempre brigando,
é um tormento sem fim.

Pra viver sempre sozinho,
não sei se vou suportar,
mas cada palavra que eu falo
serve pra ela vir brigar.
Já vai pegando a mala
e sai pra qualquer lugar.

Então começa a saudade,
eu lutando pra esquecer;
meu coração me domina,
vai quase parando de bater.
Eu tenho que ir atrás,
sem ela não sei viver.

Já tentei uma aventura,
mas nada de conformar;
meu coração pirracento
até mudou de lugar.
A cada minuto ele fala:
sem ela não vou ficar.

a

Maria Verônica26/11/2025

Falam que sou fofoqueira,
fofoqueira eu não sou;
mas gosto de passar pra frente
o que o povo me contou.
Não sei se falam a verdade
ou se alguém inventou.

Não vou guardar na sacola
o segredo de ninguém,
nem esquentar minha cabeça
com o que não me convém.
Algum tropeço na vida
quase todo mundo tem.

Quem gosta de fofocar
sai de casa bem cedinho,
vai filar o seu café
e falar mal do vizinho,
contando o que ele sabe
e ainda aumenta um pouquinho.

Dizem que o mundo hoje
está muito diferente;
quase ninguém quer ajudar,
semear boa semente.
Tudo que é bom vem devagar,
o que é mal chega na frente.

Vamos viver como Deus quer,
pois Ele nos fez assim.
Cada um tem o seu jeito,
e eu vou cuidar de mim.
Vamos amar nosso próximo
e esperar o nosso fim.

a

Maria Verônica23/11/2025

Gosto de escrever e falar
o que perguntam para mim:
por que escrevo poesia
e rimas tão bem assim?
Eu não escrevo sozinha,
na hora eu respondi:
o Divino Espírito Santo
ditou, e então eu escrevi.

Não gosto de nada triste,
nem palavrão proibido.
Estão sempre mostrando a todos
o que fazem escondido.
Muita gente faz o bem,
mas não é reconhecido.
Dar bom conselho também
hoje é tempo perdido.

Quase ninguém gosta mais
de ler uma poesia.
Ela conta a vida de gente
que o povo conhecia,
de coisas da natureza
que destruíram, mas existia.
Deixam a leitura de lado,
e no celular passam o dia.

Fim de semana com amigos,
qualquer festa os seduz.
Voltando, veem uma igreja,
e no coração vem uma luz.
Vão com roupa de festa
para visitar Jesus;
já não respeitam mais
quem por nós morreu na cruz.

a

Maria Verônica01/11/2025

Minha mãe não tinha diploma,
mas muitas coisas entendia.
Escrever cartas ou recadinhos,
muito bem ela os escrevia.
Se os vizinhos precisassem,
correndo até ela alguém pedia;
muitos tinham parente longe,
mas escrever, nenhum sabia.

Todas as noites era sagrado,
os filhos ela reunia.
Nunca deixamos de lado
o nosso terço em família.
Ela sempre o dedicava
por quem na vida sofria,
e também rezar pelas almas
a gente nunca esquecia.

Muitas vezes nos reuníamos,
sentados no chão do terreiro.
Ela explicava sobre as Três Pessoas
e dos Mandamentos, o primeiro.
Perguntei: — Temos três Deuses?
Ela respondeu ligeiro:
— São três Pessoas distintas,
mas um só Deus verdadeiro.

Quando eu e os irmãos saíamos,
mamãe fazia um pedido:
— Não vão falar palavrões,
nem fazer nada escondido,
porque o mato tem olho
e as paredes têm ouvido.
Todo erro que fizerem
vai ser tudo esclarecido.

a

Maria Verônica27/10/2025

Já se completam cinco meses desde que fui homenageada pelas escritoras Terezinha Pereira e Idê Ferreira, às quais agradeço de coração. Mais uma vez, muito obrigada! Confesso que me senti muito feliz por elas valorizarem o meu trabalho simples, incluindo-o nesse livro tão lindo que publicaram: Entrelaçando Vidas e Memórias na Travessia do Tempo. Quero também agradecer ao Valmir José, que me fez ser mais conhecida e reconhecida pelo que escreveu sobre mim e minhas poesias nas páginas 102 e 103 da referida obra. Não tenho palavras para expressar minha gratidão, então apenas digo: muito obrigada, e que Deus o recompense.

Quem eu vou homenagear é de Belo Horizonte,
ou melhor, de BH, como se diz,
na capital dos mineiros
nasceu Valmir José Costa Diniz,
e logo mudou para Pará de Minas,
onde sua família criou raiz.

Ao ler o que me escreveu,
fiquei muito emocionada,
comentando como escrevo
da minha vida passada.
Sem palavras pra agradecer,
eu digo, simplesmente: obrigada.

Eu estava entre os famosos,
mas de nada eu sabia.
Depois das suas palavras,
me telefonam todo dia,
querendo conhecer e comprar
meu livro de poesia.

Valmir, você traz alegria aos idosos
e é exemplo pra juventude.
Suas palavras vêm do coração,
com um jeito que ninguém confunde.
Que Deus lhe dê muita paz,
muita alegria e saúde.

a

Maria Verônica11/10/2025

Vou contar a minha vida,
destino que Deus me deu.
Eu tirei ela da lama
e limpei o nome seu.
Eu a amava com loucura,
e ela desapareceu.
Está vivendo com outro,
que já foi amante seu.
Não tomei amor dos outros,
mas alguém tomou o meu.

Agora vai ser assim,
a vida que vou levar:
não quero namoro firme,
pois não pretendo me casar.
Quem tiver namoro certo
não precisa vigiar,
porque na roça do outro
eu já costumei entrar.
Seja solteira ou casada,
jogou bola, eu vou pegar.

Jesus nos ensinou
que devemos dar perdão.
O que fizeram comigo
fez doer meu coração.
Eu vou fazer caridade
pra ganhar a salvação.
Não importa a raça,
nem também a certidão.
Se jogar bola pra mim,
não deixo cair no chão.

a

  1  2  3  4  Avançar    Fim