ESPALHEI CARTAZES

Maria Verônica18/02/2026

Espalhei vários cartazes
na cidade e no povoado,
estou pedindo ajuda
para um amigo adoentado,
porque as suas lavouras
estão num mato danado.
Tentei fazer reunião,
mas foi tempo desperdiçado,
pois ninguém apareceu
para ajudar o coitado.

Não pedi nada de graça,
pelo serviço eu vou pagar;
nem assim estou conseguindo,
ninguém mais quer trabalhar.
No cartaz eu avisei:
pode ser de qualquer lugar;
eu busco de manhãzinha
e à tarde torno a levar.
Ele é um bom lavrador,
a doença veio sem avisar.

Eu espero que o povo
vá atender meu pedido,
e vamos limpar a lavoura
do amigo enfraquecido.
Temos que fazer o bem,
até mesmo aos desconhecidos;
aos que me ajudarem,
ficarei muito agradecido.
Sei que o amigo voltará a cuidar
quando já estiver fortalecido.

Tem alguns adolescentes
preguiçosos de verdade,
porém outros me procuraram
querendo fazer caridade;
mas o trabalho é proibido
para os menores de idade.
Querem ajudar e não podem —
Deus lhes pague pela boa vontade.
Vocês têm bom coração,
isso falo com sinceridade.