DEI NO CRAVO DEI NA ROSA

Maria Verônica13/01/2026

Dei no cravo e dei na rosa,
também dei no alecrim;
fez um barulho tão grande,
dei na dona do jardim.
Saudade de quem eu amo,
que me fez ficar assim;
quem já sofreu por amor
tem que dar razão pra mim.

Nasci na segunda-feira,
terça eu fui batizada;
quarta-feira tive amor,
quinta eu fui desprezada.
Sexta eu jurei vingança,
sábado eu tinha vingado;
domingo cedo eu fui presa,
de tarde eu fui perdoada.

Nasci pra ser amorosa,
amorosa de verdade;
quem eu amo não me ama,
não me traz felicidade.
Desprezo, quando não mata,
faz a gente padecer;
quanto mais tu me desprezas,
mais valor dou pra você.

Dei no cravo e dei na rosa,
também dei no alecrim;
fez um barulho tão grande,
dei na dona do jardim.
Saudade de quem eu amo
Que mim fez ficar assim
Quem já sofreu por amor
tem que dar razão pra mim.

Obs.: Poesia escrita por mim, Maria Verônica, quando eu participava de um Curso de Formação, na cidade de Florestal–MG, entre os 18 e 19 anos, preparando-me para ser professora.